segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O que fazer quando uma criança mente na escola?

imagem da internet

Crianças mentem na escola? Enquanto não sabem o significado da mentira, podem "inventar verdades". Quanto menos amadurecidas forem, mais podem misturar fantasias com realidade, ou seja, contar algo como se fosse verdadeiro, mesmo que seja imaginado por elas. 

Adultos usam essa confusão para conseguir que crianças pequeninas façam o que eles querem, mesmo que elas não queiram fazer. É o caso do Papai Noel. Se ela não for boazinha, não for dormir cedo, ou não obedecer aos adultos, pode receber uma ameaça mentirosa: "Papai Noel não vai lhe trazer 
presentes no Natal!"

Os adultos estão falseando a verdade de que Papai Noel não existe: eles tiram vantagens da ignorância das crianças para conseguirem obediência. Os adultos abusam da credulidade delas, que nem questionam a existência ou não do Papai Noel; o que querem é ganhar presentes.

Ninguém fala a um adolescente que, se ele for bonzinho, Papai Noel vai lhe colocar um
presente na meia pendurada na lareira na noite que precede o Natal. Ele sabe o que é mentir e tira vantagens de quem acredita em suas mentiras. Seu cérebro está maduro o suficiente para não confundir o que pensou com o que de fato fez.

Algumas crianças não gostam de dizer que não sabem. Faz parte de suas vontades ser grande e ter todas as respostas. Não tem como dizer que são grandes, mas podem inventar respostas. Um reforço para estes desejos infantis, que não são tão infantis assim, são os agrados que recebem por saberem tanto, ou quando um adulto lhes diz o quanto elas cresceram... Aliás, isso continua assim em muitos adultos.

Não vale a pena brigar com as crianças, mas sim ensiná-las a falarem a verdade e não o que imaginaram. Não se poderia falar em mentira nesta idade. Nem afirmar que elas mentiram. Um professor cuidadoso deveria perguntar se o que o aluninho falou é imaginado ou acontecido de verdade. E ensinar o quanto é bom para todos saberem separar a imaginação da realidade.

Os professores podem usar um exemplo: Posso imaginar que estou voando como um passarinho, mas isso não é realidade. Na verdade, não posso voar, mas posso imaginar. Se eu acreditar que eu consigo voar, posso pular da janela e cair no chão e me machucar muito...

Se elas falam o que imaginaram como se fosse verdade e os adultos fingem que acreditam, esta reação pode reforçar a imaginação e chegar facilmente à mentira. A mentira geralmente tem um caráter defensivo, um receio de que a verdade possa lhe trazer uma rejeição ou uma agressão no lugar de agrado.

Quando um aluno mente, ele esquece que mentiu. Depois de um bom tempo, no dia seguinte, por exemplo, pode-se repetir a pergunta de uma maneira diferente, em tom normal, demonstrando querer saber mais do que desconfiando dele. Se for imaginação, o aluno geralmente esquece o que respondeu. 

Um professor não pode afirmar que seu aluno mentiu sob o risco de ser atacado pelos
pais. Pais não admitem que seus filhos mentem e muitos deles dizem textualmente: "Meu filho não mente!" Nem sempre eles acreditam nesta afirmação, mas querem defender o filho a qualquer custo.

Estes são os pais que serão vítimas do próprio filho, que passará a mentir para eles também. A mentira é um dos precursores das transgressões às normas de boa convivência para qualquer idade em qualquer ambiente.

Quando um professor percebe que um aluno está mentindo, o melhor a fazer é conversar com os pais da criança. Facilite o contato, seja por e-mail ou por telefone. Não precisa ser presencial. Os pais ficam geralmente apavorados quando chamados pela escola e chegam atacando para defender o filho.

Por: Içami Tiba
Fonte: educacaouol.com.br

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Despertando a Atenção da Criança - Da Imagem ao Texto


“... E de que serve um livro sem figuras e nem diálogos?” Essa é a pergunta feita pela Alice, de Lewis Carrol, logo no início de suas aventuras no país das maravilhas.


Desde sua origem, o livro infantil tem
 trabalhado essa relação entre a imagem e o texto, de forma a promover um diálogo entre a ilustração e a palavra em si. 

No entanto, esse diálogo nem sempre é bem-sucedido. Muitas vezes, a imagem torna-se um simples apêndice ilustrativo do texto, sem nenhum recurso artístico, gráfico, plástico ou literário.

A imagem, na maioria das obras, é utilizada no texto infantil como um recurso que serve apenas para materializar, preencher aquilo que poderia ser vago e impreciso na mente da criança. Todavia, as crianças são dotadas de imaginação e fantasia suficientes para imaginar situações e personagens das mais variadas possíveis. Assim, a ilustração não deveria ser vista como um recurso que somente preenche um espaço vazio, mas sim como algo que pode acrescentar sentidos ao texto.

A vinculação imagem-palavra mostra que cada ser, cada coisa pode ter similaridade com outros, redescobrindo as correspondências que podem ser vivenciadas mentalmente ou pintadas no papel.

Há imagens que vêm à nossa mente no momento em que lemos, simplesmente surgem e tomam seu espaço. Há outras que emprestam seus contornos de outras imagens que já conhecemos ou que nos foram apresentadas. Independente da maneira como nasce, a imagem vem contribuir de maneira singular para a construção do sentido no texto. 

fonte: http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/28341/despertando-a-atencao-da-crianca-da-imagem-ao-texto

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Navegando aqui pelo nosso blog você vai encontrar postagens sobre diversos assuntos que podem ajudar a entender melhor o papel da família na educação das crianças, o comportamento das crianças, como agir diante de algumas situações... 
Clique nos links abaixo e relembre algumas postagens:

Fase da Infância:
A infância é o período que vai do nascimento ao início da puberdade, por volta dos 10 anos. Nos primeiros anos, a criança começa a falar e aprende atos básicos de locomoção como sentar, engatinhar, andar e correr. É o início do desenvolvimento humano.
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Férias escolares: alegria ou tormento?
Terminaram as aulas, os filhos em casa. Nada de horários, lições, leva e traz da escola, enfim, missão cumprida. Muitos pais comemoram as férias dos filhos, pois elas representam um descanso para eles também.
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Volta às aulas exige preparação
Além da preocupação com o que fazer com os filhos durante as férias, os pais precisam preparar as crianças para a volta às aulas. Especialistas alertam que a retomada da rotina escolar não pode ser feita de um dia para o outro, principalmente quando se trata de alunos do ensino fundamental.
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Indo à escola pela primeira vez

Vou partir do pressuposto de que você tenha tido o cuidado de escolher criteriosamente a escola de seu filho, conhecendo o seu espaço físico, o pessoal que nela trabalha, a sua proposta pedagógica e de que já tenha levado sua criança para conhecer a escola e os adultos com quem ela terá contato e passará boa parte de seus dias. Pode ser que, a princípio, seu filho chore e se recuse a ir para a escola. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Qual é a hora certa para colocar seu filho na escola?




     "Não existe idade mínima para começar a freqüentar a escola, afirmam os especialistas. Mas o ideal é que até os três anos as crianças fiquem apenas meio-período no colégio. “Sabemos que uma pessoa cuidando de oito ou dez crianças não pode dar uma atenção igual à da mãe”, diz a psicóloga Ângela Soligo, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
    
   Para mãe e filha, o primeiro dia de aula é o começo de uma jornada de incertezas. No contato inicial com a escola, Beatriz ficou à vontade; a mãe, nem tanto. “Ela está com dois anos e meio, eu não sei se essa é a idade ideal para colocá-la na escola. É minha primeira filha, ainda é meu bebê”, explica a administradora de empresas Arabela Gomes. 

     Para a psicóloga Ângela Soligo, a mãe deve se preocupar menos com a grade escolar e mais com o bem-estar da criança. “Ela deve observar um dia da rotina da escola. A escola precisa ter espaço, áreas abertas, não pode ser perigosa para crianças”, orienta. “A escola também precisa ter material à sua disposição, precisa ter diversidade e ser alegre!”

     A pesquisadora alerta ainda que o atraso na hora de buscar o filho na escola pode deixar a criança se sentindo abandonada e trazer insegurança. O melhor termômetro é a disposição da criança: quando ela está falante, cheia de histórias pra contar, é bom sinal. E, por fim, na hora de escolher a escola, é importante dividir a responsabilidade com o pai da criança". - retirado do site: g1.globo.com





quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O bom professor



fonte: http://www.pime.org.br

Bom professor é aquele que valoriza todas as potencialidades do aluno. Este precisa sentir que é aceito, amado e respeitado. Sua atividade deve ser uma manifestação de ternura e vigor.

O bom professor, na construção do coletivo em sala de aula, educa para a responsabilidade, desenvolvendo a autoestima e a autoconfiança.

O bom professor não sabe apenas transmitir conhecimentos, mas é o motivador, o articulador, o doador, o esclarecedor.

O bom professor é alguém que leva o aluno a reconstruir suas estruturas e a construir outras novas, não levando simplesmente à memorização e acumulação passiva de informações.

O bom professor implementa, cria e aplica atividades interessantes, ricas e variadas, em função das características, necessidades e realidades dos alunos aos quais serve.

O bom educador planeja e troca experiências com seus alunos, recupera e trabalha com a fala e as hipóteses destes, para melhor avaliar seu trabalho. Ele é capaz de coordenar esse processo que favorece o trabalho coletivo.

O educador consciente da importância do seu trabalho, da sua função, enfatiza, valoriza e incentiva o pensamento e a criatividade do aluno na resolução de situações diversas.

Todo bom educador assume o papel de problematizador, para que os alunos busquem novas conclusões, através do conflito. Dessa forma, ele leva o aluno a observar, comparar, classificar, analisar, sintetizar, interpretar, criticar, imaginar, aplicar, concluir, transferir, decidir...

Este educador, para oferecer uma aprendizagem de qualidade ao aluno, mantém um compromisso permanente:
  • com a melhoria do que ensina (valores, habilidades e conhecimentos);
  • com a melhoria de como ensina (métodos, técnicas);
  • com a melhoria dos materiais que usa para ensinar (livros, jornais, vídeos...);
  • com a melhoria das estratégias de avaliação (desempenhos, projetos etc.);
  • com a utilização de variadas tecnologias de aprendizagem e de ensino, na intenção de enriquecer a sua prática pedagógica;
  • com a participação em eventos, cursos de capacitação e atualização, de crescimento humano, social e profissional.
O bom educador não convive com fracassos, não avalia baseado no medo, nas notas, no erro, na crítica pura dos pontos fracos.

O bom educador, ao contrário, constrói um clima de estimulação, cooperação, autonomia, parceria, confiança e sucesso do aluno.

O bom educador, por fim, em uma sociedade transformadora e em constantes mudanças, forma cidadãos críticos e atuantes, trabalhando o aluno na sua totalidade e individualidade.

O bom educador promove assim um processo educativo que satisfaz e capacita o aluno a poder intervir, transformando e melhorando a sua sociedade.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

EDUCAR COM AFETO

imagem da internet

Como o afeto pode ser parceiro das relações familiares.
Luiz Schettini Filho (Psicólogo)
fonte: http://psicopedagogiaclinicaeinstitucional.blogspot.com.br


   Pessoas boas fazem coisas boas. Pessoas que amam fazem coisas amorosas. Não há como ser diferente. O que somos torna-se mas importante do que fazemos, sobretudo no âmbito das relações interpessoais. Quando falamos do relacionamento entre pais e filhos, estamos falando, fundamentalmente, do ser, o fazer será uma conseqüência.
   Isso explica a frustração que alguns pais que se esmeram no fazer,mas esquecem de ser para seus filhos pessoas que amam. Para os filhos o fazer, embora seja necessário, decresce de importância diante da expressão do ser, até porque o nosso “fazer” só terá consistência de for percebido como uma resultante natural do que somos.
   Por essa razão, é preciso que os filhos vejam em nós o que queremos ver neles. Sem essa constatação eles terão uma dificuldade a mais para incorporar a seus comportamentos aquilo que lhes ensinamos. Mais do que explicações, eles precisam de exemplificação. O que dizemos a eles precisa estar revestido da autoridade de quem se comporta da forma com sugere que façam.
   A relação de afeto estabelece o ambiente no qual se processa o desenvolvimento em todas suas frentes. E esse amor começa quando começamos a mostrar a nossa alma para eles. É por isso, que a ligação entre dias pessoas não se dá pela fusão, mas pela relação.
   Na relação de amor com o filho, não basta que ele tenha certeza e segurança de que o amamos. Mais do que isso, será necessário manifestar o amor que temos por eles. Para o outro, amor que não se manifesta, aparece como uma interrogação, que, geralmente, se consubstancia na dúvida. E a dúvida que persiste, constrói o vazio.
   Provavelmente, a grande falha dos pais na construção de uma relação de afeto com os filhos reside na dificuldade de expressar o amor que, sem dúvida, eles já têm. É doloroso termos a certeza de que amamos sem que o objeto do nosso amor se disponha a aceitar nossa doação afetiva por não encontrar evidências tranquilizadoras.
   O amor que não se expressa na ação se assemelha a um rio congelado: continua sendo rio, mas perde a sua função principal. Amores “congelados” não têm como atuar dinamicamente na relação parental.
   O amor será parceiro das relações entre pais e filhos quando cumprir três funções indispensáveis: primeiramente, quando aceitar a imperfeição como o caminho do desenvolvimento. Em segundo lugar, quando se expressar de uma forma paciente. Não com aquela paciência que “tem limites”. Paciência que é paciência, é infinita. É verdade, que às vezes, nos cansamos de ser pacientes. Aí só teremos uma saída: descansar e continuar a nossa caminhada de paciência. Em terceiro lugar, o amor será parceiro quando entendemos que precisamos a boa vontade de ouvir os filhos naquilo que eles têm a dizer e não simplesmente no que pretendemos ouvir.
   Nas relações interpessoais, se quisermos fazer parte das soluções, teremos de aceitar fazer parte dos problemas. No grupo familiar, os problemas de um são, na realidade, os problemas de todos. A família é a conjunção da diversidade. E a família é a verdadeira expressão do conjunto no qual seus membros não perdem a individualidade. Nisso reside a sua força. Quando se tenta atingir a individualidade através de uma pedagogia repressora, destruímos a sua condição de conjunto pela perda da coesão.
   Sem afeto as relações morrem por desnutrição.
   Toda convivência exige daqueles que dela participam, uma expressão de afeto, que nada mais será do que uma declaração de amor, por silenciosa que seja.


sábado, 12 de janeiro de 2013

Dizer NÃO as vezes é necessário


Fonte: personare.com.br
-Imagem da Internet-

Só quem é mãe ou pai sabe o quanto exige dizer não para um filho. Por isso precisamos nos armar com a consciência do poder construtivo do não, e do quanto este não que aplicamos na educação dos nossos filhos irá plantar a semente da felicidade que tanto desejamos para o seu futuro. Não se trata, porém, de um não indiscriminado, usado como uma técnica ou uma regra educacional. A pedagogia do não prega a presença e a força como base que fundamenta toda prática educativa. Para que possamos criar nossos filhos saudáveis e fortes, precisamos primeiramente apresentar estas condições em nossas próprias vidas.

Não podemos mais tomar o caminho mais fácil por mais que as justificativas para tal estejam sempre ao nosso alcance. Nos justificamos pelo excesso de trabalho, pelo pouco tempo que temos com eles. Quantas vezes nos baseamos nestas desculpas para deixar o não de lado e priorizar o sim, quando sabemos que negar é o certo e o melhor que deveríamos fazer.

DICAS PARA CONSEGUIR IMPOR LIMITES NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS

Confie na natureza do seu filho, ele é mais forte e mais capaz do que você imagina, por isso não dramatize tanto o fato de ter que privá-lo de alguma coisa.

Dizer não com convicção e consciência do seu papel de educador é a principal ferramenta de um pai para a formação do caráter do seu filho.

Comece a perceber que negar o que precisa ser negado para o seu filho, é contribuir para o seu futuro, e para a sua felicidade.

Não se sinta culpado por negar algo a seu filho, pois o que ele precisa realmente é da sua força de pai, e não de todas os brinquedos e bugigangas do mercado.